sexta-feira, 25 de junho de 2010

Aos trancos e barrancos, mas com dignidade!

Entramos os seis no estúdio. Anna, André, Caroline, Eduardo, Katherine e Robinho, nervosos, meio perdidos. Mas conseguimos driblar essas dificuldades e nos concentramos em fazer o melhor possível. E, guardadas as circunstâncias, conseguimos um bom resultado. Como o assunto era relativamente fácil, por ser do conhecimento de todos, conseguimos desenvolver bem o debate. Falamos sobre as eliminações da África do Sul e da França, sobre a decepção das seleções africanas em geral, comentamos a polêmica que envolve a Jabulani...

Enfim, utilizamos as perguntas que faríamos ao nosso entrevistado para serem temas do debate.
Não foi o melhor começo na televisão para nós, mas serviu como aprendizado. "A vida de jornalista é assim mesmo. Vocês tem que saber lidar com a frustração", ponderou o professor Fábian Chelkanoff. E o importante é que conseguimos contornar a situação.

Quem quiser dar uma olhadinha no programa, segue o link:

http://cyberfam.pucrs.br:16080/labjormanha/LabJor_Manha/Programa_TV_G3.html

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Capuccino da Famecos - versão Copa do Mundo

Nosso programa começaria as 9h30min. Havia sido previamente combinado de o entrevistado chegar trinta minutos antes, para termos tempo de 'quebrar o gelo' e fazer os ajustes finais . Enquanto o esperávamos, revisamos as perguntas e as ordenamos.

Eram 9h e o entrevistado ainda não havia chegado. 9h5min, 9h10min e nada. Ligamos para ele insistentemente num de seus celulares, desligado. Noutro chamou até cair. A solução foi ligar para a casa dele. Alguém atenderia. E atendeu . Uma das empregadas, muito solícita, informou que o nosso 'amigo' estava em casa, mas dormindo. Estávamos sem um "plano B", pois o convidado em momento algum vislumbrou a possibilidade de não ir. Começamos, então, a pensar então no que faríamos.

Havia a possibilidade de um outro entrevistado, que estava gravando um programa de rádio aqui, na Famecos. Fomos para o estúdio, com a esperança de que ele pudesse nos dar a entrevista.

Como foi tudo de última hora, acabamos ficando mesmo sem entrevistado.
O abatimento foi forte, e o medo também; estávamos perdidos, sem saber direito se haveria alguma solução. Aí entra o papel de nossos professores que nos acalmaram e pediram para que fizéssemos apenas um bloco de debate. E assim fizemos.

Preparação para o programa de TV

Para a manhã de hoje, 24 de junho, estava planejado um programa de TV que seria dividido em dois blocos; o primeiro consistiria em uma entrevista, e, o segundo, em um debate sobre o tema abordado com nosso convidado.

Na sexta-feira da semana anterior ao programa, o grupo fez o primeiro contato com o entrevistado, que se mostrou bastante solícito e se prontificou a participar do Capuccino da Famecos versão TV . O tema da entrevista e do debate seria a Copa do Mundo, por ser um assunto pontual e do agrado de todos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A nova era da Televisão


IPTV
- o conteúdo é enviado apenas em streaming, porém com garantia de qualidade na entrega. O receptor é uma aparelho set-top box conectado a televisão (semelhante ao aparelho da televisão a cabo ou DTH).

- permite entrega de audio e vídeo com altas qualidades, e depende de uma conexão Banda Larga (normalmente vendida junto com o serviço como parte integrante) de no mínimo 4 Mbps. A banda destinada ao IPTV não interfere na banda de internet.

TV Digital
- usa um modo de modulação e compressão digital para enviar vídeo, áudio e sinais de dados aos aparelhos compatíveis com a tecnologia, proporcionando assim transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma freqüência (canal) podendo atingir o alvo de muito alta qualidade na imagem (alta definição).

- os padrões em operação comercial são capazes de transportar até 19 Mbps. Em termos práticos, isto é o equivalente a um programa em alta definição, que ocupa 15 Mbps, ou quatro programas em definição padrão, que consomem em média 4 Mbps cada.

WebTV
- na Televisão na Internet ou WEBTV, além do conteúdo ser visto principalmente no computador, pode-se montar uma programação para ser enviada por download. Entretanto, se o sistema escolhido for streaming, não há garantia de qualidade.

- o dispositivo receptor usualmente é o computador. Além disso, espera-se com a IPTV um conteúdo de maior visibilidade, com canais como: FOX, Warner, entre outros já disponibilizados por companhias de TV a Cabo e DTH.

Áudio do Capuccino

Já está disponível na internet o áudio do nosso programa de rádio, Capuccino da Famecos.

http://cyberfam.pucrs.br:16080/labjormanha/radio/

É só clicar no link "Grupo 3" e ouvir!

História da Televisão


A criação da Televisão se deve aos estudos de grandes matemáticos e físicos. Desde o início do século XIX, os cientistas queriam transmitir imagens, e foi Alexander Bain o primeiro a conseguir, através de uma transmissão telegráfica (o fax).

Em 1873, o inglês Willoughby Smith comprovou que o Selênio (descoberto 56 anos antes) possuía a propriedade de transformar energia luminosa em energia elétrica. Dessa forma, a transmissão de imagens por corrente elétrica tornou-se possível.

Em 1906, Arbwehnelt desenvolveu um sistema de televisão por raios catódicos. O mesmo ocorreu na Rússia por Boris Rosing. O sistema empregava a exploração mecânica de espelhos somada ao tubo de raios catódicos. Em 1920, realizaram-se as verdadeiras transmissões, graças ao inglês John Logie Baird, através do sistema mecânico baseado no invento de Nipkow. Quatro anos depois, Baird transmitiu contornos de objetos a distância e, no ano seguinte, fisionomias de pessoas. Já em 1926, Baird fez a primeira demonstração no Royal Institution em Londres para a comunidade científica e logo após assinou contrato com a BBC para transmissões experimentais. O padrão de definição possuía 30 linhas e era mecânico. Em março de 1935, emite-se oficialmente a televisão na Alemanha, e em novembro na França, sendo a Torre Eiffel o posto emissor. Em 1936, Londres utiliza imagens com definição de 405 linhas e inaugura-se a estação regular da BBC. No ano seguinte, três câmeras eletrônicas transmitem a cerimônia da Coroação de Jorge VI para cerca de cinquenta mil telespectadores. Na Rússia e nos Estados Unidos, a televisão passou a funcionar um pouco depois; em 1938 e 1939, respectivamente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi o único país da Europa a manter a televisão no ar. Paris voltou com as transmissões em outubro de 1944, Moscou em dezembro de 1945 e a BBC em junho de 1946. No Brasil, a TV Tupi - pertencente ao jornalista Assis Chateaubriand - é inaugurada em 1950, em São Paulo. Seu sistema era baseado no americano.

Para transmitir a imagem de um lugar para outro, passou a utilizar-se antenas; mas como as ondas são em linha reta, ficou difícil transmitir para o outro lado do mundo, devido a curvatura, buscando deste modo uma solução espacial. Em 23 de julho de 1962, aconteceu a primeira transmissão via satélite, o satélite artificial Telstar, lançado pela NASA dos EUA.


Transmissão em cores

As transmissões regulares em cores, nos Estados Unidos, começaram em 1954. Mas essa ideia já vinha sendo colocada em prática desde 1929. No Brasil, primeira transmissão oficial em cores ocorreu em 31 de março 1972. O desenvolvimento da TV foi tão grande que os canais disponíveis de VHF (very high frequency, freqüência muito alta) ficaram saturados, ampliando assim a utilização da faixa de UHF (ultra-high frequency, freqüência ultra-alta). Assim os fabricantes de televisores foram obrigados a construir um aparelho capaz de captar todos os canais para que os programas da faixa de UHF ficassem acessíveis.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A primeira vez a gente nunca esquece...

Na última segunda-feira, 24 de maio, um convidado especial esteve junto aos alunos da disciplina da manhã de Técnicas de Reportagem e Formas Narrativas do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Trata-se de Luiz Carlos Reche, que veio a convite do professor Juremir Machado da Silva para participar de uma simulação de entrevista coletiva. Nossa primeira entrevista coletiva. E logo com o chefe do Departamento de Esportes da Rádio Guaíba. Bem humorado como é, logo tratou de quebrar o gelo. “Tô me sentindo como o Dunga aqui. Cheio de gravadores.", brincou Reche. Segue abaixo a reportagem feita por mim, Pedro Trindade, na íntegra:

Quem vê Luiz Carlos Reche (7 de dezembro de 1963) desabrochar um sorriso com tamanha facilidade não imagina as dificuldades por que já passou. Nascido em Lagoa Vermelha, Reche por pouco não é um engenheiro químico, ou um médico ou um concursado da Caixa Econômica Federal. “Porque no interior a gente pensava o seguinte: o que dá dinheiro pra não ser pobre igual aos pais?”, recorda-se. No mesmo ano, Reche fez vestibular para Medicina em Passo Fundo e na UFRGS, para Jornalismo na PUCRS e em Rio Grande para Engenharia Química. Passou em 3 deles e optou por fazer Jornalismo, mas ressalta que embora tenha entrado com alguma convicção, ainda não era uma convicção plena.

O traquejo com o microfone antecede o período de faculdade. Vem dos tempos de colégio, época em que era presidente de sala de aula. Reche também era responsável por ler o comentário da missa. Trabalhou no comércio e isso o ajudou no contato com o público. Quando ingressou na Famecos, os professores não demoraram a reconhecer o seu talento. “Vim pra faculdade e os professores começaram a me enfeitar, dizendo que eu tinha uma boa voz, que eu sabia tudo de futebol, que eu tinha uma boa memória e aí eu fui me enfurnando, entrando meio que de intrometido”, brinca.

Formou-se em dezembro de 1986, mas um ano antes já era contratado da Rádio Guaíba. Entrou por intermédio de Lasier Martins, ainda que este tentasse demovê-lo da ideia já que, naquele período, a emissora passava por uma séria crise e vivia uma fase de transição com novo dono. No início foi rádio-escuta e plantão, até chegar à repórter. Em 1999, passou ao cargo de chefe do Departamento de Esportes, quando Paulo Sérgio Pinto foi para a Rede Pampa.

Em 1990, na Itália, faz a sua primeira cobertura jornalística de Copa do Mundo. Mas seus olhos brilham mais quando relembra-se da Copa de 1994, nos Estados Unidos. Não pelo título, mas pelo enredo que envolvia a competição. “Era uma pressão infernal, porque achavam que o Brasil não ia pra frente com aquele esquema de jogo e, além disso, pesava contra o fato que a Seleção não ganhava uma Copa há 24 anos”, conta com ar nostálgico. A Seleção Brasileira trazia na bagagem o fracasso da Copa anterior e o técnico, Carlos Alberto Parreira, estava armando um esquema tático com jogadores de pouco nome, na base da marcação. “Depois de toda aquela pauleira, convivência com intrigas e zombaria, tinha que dar certo. E ganhamos naquele ano no peito e na raça”, anima-se.

Questionado sobre como lida com a cobertura de um evento tão importante para o esporte, Reche não titubeia: "já fico doente antes, durmo menos. Tudo passa como um filme na cabeça, ainda mais que agora a exigência é maior, tem que trabalhar mais, tem que estar mais adaptado às novas tecnologias. Aumentou o desafio, a pressão e a responsabilidade.” Quanto à Copa do Mundo de 2014, que será realizada aqui no Brasil, o jornalista mostra confiança e otimismo. “Nós já vimos há pouco tempo, nos jogos Pan-Americanos. Nem parecia o Rio de Janeiro. É uma exigência da FIFA, eles são muito chatos”, brinca.

Quando perguntado acerca do excesso de estudantes de jornalismo que querem seguir pela diretriz do esporte, Reche fez uma ressalva: "muita gente acha que é fácil falar de futebol. Coisa mais difícil é falar de futebol. Se eu não entendo nada de economia, eu me preparo e vou dar show em 2 ou 3 dias. (...) Agora, o futebol se você não acompanha desde sempre, vai chegar uma hora que vai faltar aquela memória. A memória esportiva é que faz um bom jornalista esportivo."

O jornalista diz saber lidar bem com o fato de ser chamado de gremista por colorados e de colorados por gremistas. "Eu tenho a mesma fama tanto de colorado, como de gremista. Hoje não tenho dificuldade nenhuma. Eu tive mais quando fui setorista do Internacional, depois não. Já nem torço mais tanto pra nem A, nem B", diz. Quanto ao bairrismo, Reche vê não como um mito da imprensa do centro do país, mas como uma realidade. “Nós somos bairristas, mas eles (os paulistas) também são. Só que como o Rio Grande do Sul é menor, eles dizem que o nosso bairrismo é maior”, justifica.

No auge de seus 25 anos de microfone, Reche orgulha-se de sempre ter trabalhado na Rádio Guaíba. “A razão da minha fidelidade à Guaíba foi a reciprocidade. A minha relação de amor é única e invejável porque eu sempre fui bem tratado, correspondido, prestigiado e atendido em minhas reivindicações”, enfatiza. Convites foram feitos, mas prontamente negados. Luiz Carlos Reche foi convidado para trabalhar na Rádio Eldorado, de Criciúma (SC) e em 1991, o jornalista Telmo Zanini o sondou para ir para a Globo, mas em ambas o “não” foi a resposta final.

Reche sempre fez questão de mostrar que a Rádio Guaíba não vivia só de tradição, vivia de qualidade, de ter seu nome gritado nos estádios ainda mais em situações de desvantagem numérica. “E também de querer ganhar da RBS”, alfineta. E vai além: “a gente não pode se assustar com barulho ou com volume. A gente deve ter orgulho, saber trabalhar, tem que ter talento”. O chefe do Departamento de Esportes da Rádio Guaíba diz que inimizades com colegas de profissão é normal, mas é categórico: “pode falar mal de mim quem trabalhou comigo. Quem concorreu comigo, se falar mal de mim, é um favor”.

Assim é Luiz Carlos Reche, chefe de esportes, apresentador dos programas "Ganhando o Jogo" e "Repórter Esportivo", e repórter em jornadas esportivas. Na TV, apresenta o "Esporte Record". Além disso, é colunista semanal do jornal Correio do Povo. Ainda apresenta na Ulbra TV o "Cadeira Cativa", programa que fez por muitos anos também na extinta TV Guaíba (atual Record/RS). O menino que vendia pastéis em Lagoa Vermelha hoje é referência no jornalismo esportivo. Não à toa está indo para África do Sul daqui a alguns dias, para fazer a sua sexta cobertura de Copa do Mundo.

Por Pedro Trindade